quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Porque é tão difícil ouvir o nosso lado positivo??

Porque as vezes, jogamos tudo pro alto mesmo que momentaneamente e nos sentimos fracassadas com essa atitude? Porque é difícil encarar o nosso eu, porque não podemos encaixar a perfeição em nós. Porque as vozes dos nossos pais precisam ficar enraizadas a ponto de esquecermos nosso desejo e pensarmos apenas em nós  sem valor?! Porque é tão difícil para mim ir até o fim no que propus a fazer que é estudar o edital de um concurso. As vezes, certas palavras me fazem abandonar mesmo que por um dia aquilo que resolvi fazer por MIM. Eu pretendia estudar os textos e fazer a prova do concurso de psicologia que eu sou formada. Mas, uma palavra dura que eu ouvi no meu curso me fez sair correndo dali e largar tudo por algumas semanas e lembrar de tudo que eu ouvia do meu pai que psicologo não ganha pra sobreviver, que psicologo não ganha nada. Aí eu resolvi fazer direito e agora fico entre a cruz e a espada, entre dois desejos, um que se perde e o outro que sempre está em alta porque tenho apoio, mas no fim eu nunca consigo me sentir valorizada pela minha família..porque quando eu estudo vem as vozes:

- " Você sabe muito, mas não vai conseguir, nunca vai conseguir"...as vozes não são como alguém com transtorno nem nada, são apenas meus pensamentos negativos dizendo que se eu não sou valorizada, eu não consigo. Mas, até quando eu preciso permanecer nesse ciclo a vida toda? Quando eu vou conseguir me permitir fazer o que eu quiser sem que meu EU interior não me acuse? Até quando..?

Com isso, mesmo que esses pensamentos venham, eu tenho me forçado a vencer..mesmo caindo, mesmo na corda bamba..eu vou seguindo, eu quero mudar de vida eu quero ter minha independência financeira e me sentir realizada. Hoje eu pensei muito sobre isso e preciso reagir...e desmoronar menos ao que eu ouço sobre meu desejo.
Não é pedir muito, né? fui.

Um comentário:

  1. Ela já foi sonho,
    Já foi certeza,
    Já foi alimento,
    Já foi rancor.

    Ela já foi vista,
    Ouvida e sentida,
    Já foi destemida,
    Já fez se ferrar.

    Ela foi pranto,
    Foi água deslavada,
    Foi perfume.

    Ela fez comida
    Que ninguém comeu.

    Ela joga suas últimas cartas
    Sem blefes, sem pretensões,
    Sem olhares, sem paixões,
    Sem vontade de ganhar.

    Ela olha o branco
    E já não vê nada
    Quando antes via todas as cores
    Que esta cor poderia prismar.

    Ela não sabe jogar.
    Ela nunca soube jogar,
    Por isso perdeu.

    Um rosto roxo e rosa é o que restou.
    Seu rosto
    Rosa e roxo,
    E seus olhos que já não olham pra lugar nenhum.

    Atear fogo e conseguir congelar,
    Ser sufocada e conseguir respirar,
    De alguma forma, em algum lugar,
    Algum lugar que ela nunca conheceu.

    Ela sente saudades dos versos,
    Dos versos que nunca escreveu.

    Água de seu próprio fogo,
    Fogo de seu próprio ar.
    Se esvaindo,
    Se esvaindo,
    Se esvaindo...

    Se foi.

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